sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cuidando da Lucratividade - parte V

Uma quantidade significativa de pacientes não é sinônimo de lucro. Você pode achar que seus negócios estão indo de vento em popa, mas olhe atentamente a sua folha caixa(espero que tenha uma) e perceba se tudo está em ordem. Se estiver, ótimo, senão o problema pode estar no grande número de pacientes.

Você pode estar se perguntando. “Como posso estar tendo prejuízo se meu número de paciente cresce a cada dia?”. E a resposta está ai, na sua frente, o preço do tratamento é o problema. Nos dias de hoje, devido a grande mudança no cenário odontológico, existem alguns colegas que acreditam que preço é tudo, começam a praticar um atendimento a qualquer "preço" sem pudor ou bom senso e além de prejudicar a si, acabam por prejudicar os outros colegas de profissão também, então, fique atento. Vamos analisar a seguinte situação:



Vamos fazer uma simulação tosca, colocando uma restauração de resina como um produto e não como um tratamento só para ilustrar a situação. Se você vende 100 restaurações de resina classe II a R$ 25,00 (muitas clínicas populares cobram esse valor e muitos planos pagam esse valor) você pode achar que está ganhando, R$ 2.500,00, mas você já parou para pensar em quanto você gasta para executar esse procedimento? Se levarmos em conta, não só o material de consumo(algodão, resina, adesivo, ácido, água e outros), mas também colocarmos outros gastos que estão embutidos como, salário da secretária/ACD, aluguel, condomínio, luz, instrumental, seu conhecimento e etc., você ainda acha que realmente está ganhando 2.500,00, será que você está lucrando? Então imagine se ao invés de fazer 100 restaurações você fizesse 200, creio que as coisas iriam piorar ainda mais, não é?

É necessário sempre colocar na ponta do lápis todos os seus gastos, desde o mais insignificante até o mais caro, para que se tenha com exatidão todos os seus custos. Passando para o seu paciente um valor justo.

Dica: corte tudo aquilo que é supérfluo, trabalhe com aquilo que realmente interessa ao seu público, não adianta você ter um sistema maravilhoso de clareamento dental a LASER se seu público não pode pagar ou não quer pagar por esse tratamento, isso irá onerar os seus gastos,  você acabará tendo que dividir esse "prejuízo" com os seus pacientes e isso não é nada bom. Fique sempre atento aos reajustes de seus fornecedores, para que você possa reajustar o seu valor também, mas sempre agindo de forma justa e com bom senso.
Para saber exatamente como repassar os valores para os seus pacientes a dica de Thomas Nagle, autor do livro “Estratégias e táticas de preços” é saber quanto este produto ou serviço vale para ele (cliente). “É necessário descobrir o que realmente o consumidor espera de um produto e consequentemente, quanto está disposto a pagar”, diz Nagle, é a famosa diferença entre preço e valor, que já falamos em vários artigos aqui no Blog, o preço do seu serviço está relacionado com o valor do seu serviço, não que o valor seja o único fator para se estabelecer preço, mas é um fator a ser considerado.

O que você deve ter em mente é que, o importante não é ter muitos pacientes, mas observar o quanto você está lucrando com os que você tem, afinal, você é um profissional, seu trabalho tem que lhe render lucros e não realizar tratamentos a qualquer preço para "ganhar" cada vez mais pacientes, pensando que dessa forma, terá lucros maiores.

Como a intenção de qualquer profissional, seja da saúde ou de qualquer outra área, é sempre lucrar mais, inove, tenha um diferencial em seu serviço, sem esquecer que todo investimento deve ter retorno e sempre priorizar o que realmente interessa para o paciente, mas, sem nunca esquecer que você é um profissional da Saúde, DENTISTA, e não um vendedor de obturações.

Em nosso último artigo Cuidado da lucratividade falaremos de investimentos.

Até lá!

Bons Sorrisos! :)

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